Resenha de Billions - Primeira temporada


Billions (2016) conta a história de Bobby Axelrod (Damian Lewis), um inescrupuloso investidor que teria feito fortuna usando de informações privilegiadas para lucrar na bolsa. É quando o promotor federal Chuck Rhoades (Paul Giamatti) conhecido por nunca ter perdido um caso em sua carreira, se torna obcecado pelo caso do bilionário investidor. Um detalhe importante: a esposa de Rhoades é psiquiatra na empresa de Axelrod, o que torna a relação entre as duas figuras ainda mais intensa.

Claramente concebida como "uma novela para o público masculino" aos moldes de Suits (2011), a série traz um drama leve, e por sua vez não se aprofunda muito no tema finanças e tão pouco no já manjado tema das séries de advocacia, afinal de contas, os advogados a serviço de Rhoades parecem mais "detetives", lembrando a série House (2004 - 2012), onde os médicos também faziam o serviço de enfermagem e chegavam até mesmo a executar e avaliar exames de saúde.

Axelrod é um bilionário excêntrico aos moldes de Steve Jobs enquanto o promotor Rhoades tem seu lado obscuro enterrado na sua vida sexual peculiar e no conflito de interesses que acontece ao se tornar obcecado em destruir o chefe de sua esposa (Axelrod).

A série entretém, mas não espere encontrar uma profundidade dramática. As reviravoltas são pontuais claramente obedecendo as técnicas mais básicas de Storytelling, e, assim como Suits também encontramos planos mirabolantes e soluções tão geniais para certos conflitos que parecem mágica. Mas há uma coesão no roteiro, que não foge do contexto e nem tenta entregar mais do que realmente é: uma série que te permite acompanhar a vida de pessoas bem-sucedidas na cidade mais fantástica do mundo, enquanto usam seus "super poderes" para resolver conflitos semi-impossíveis (eu acho que já mencionei Suits, né?).

Billions é produzida pelo canal Showtime já tem a primeira temporada (12 episódios) disponível no Netflix. Também já se encontra renovada para 2017.

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