Resenha: Sicario (2015)


"Quem guarda os guardiões"? 

Se você já leu a HQ "Watchmen" de Alan Moore, você já conhece esse tema e é o que vai encontrar nesse filme.

Em Sicário (2015), acompanhamos a excelente Emily Blunt ter um personagem que, no começo da trama parece muito interessante, mas que depois se torna apenas uma espectadora de eventos de moral questionável conduzidos pela CIA no combate aos cartéis mexicanos.

O filme tem uma temática muito interessante, e consegue manter a tensão com maestria. Além disso, a fotografia das cenas de ação, é majestosa, acompanhada de uma trilha sonora pontuada por metais graves o que me fez lembrar muito o estilo do falecido Kubrick.

No entanto, algumas escolhas do roteiro me incomodaram como o verdadeiro desperdício da personagem de Blunt que, no segundo e terceiro ato do filme apenas é arrastada de um lado para outro sem ação. E isto acaba levando a contradição maior da história: o clímax do filme que é sustentado por uma linha de diálogo que narra a motivação de um dos personagens, deixando os personagens desenvolvidos no primeiro ato praticamente no plano de fundo.

NOTA: 8,5/10

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