Resenha: Rua Cloverfield, 10


A cada filme que estréia parece que ver o nome "J. J. Abrams" disposto num cartaz significa qualidade intrínseca, afinal de contas, parece que tudo que o diretor, produtor e roteirista toca vira ouro, até mesmo franquias não tão bem sucedidas de sua própria autoria.

Não se engane, "Rua Cloverfield" não é apenas mais um filme de ficção científica, terror, ou suspense. Ele mistura todos esses gêneros de forma magistral e ainda soma atuações fantásticas tudo isso comprimido num ambiente claustrofóbico que consegue manter a tensão todo o tempo, seja pela maestria do roteiro pontuado belamente por pontos de viradas cujo timing é perfeito quanto pela iluminação fria que oprime os personagens ou a trilha sonora que, mesmo dentro de um drama tão humano, ainda nos faz lembrar que, além de toda a questão emocional ainda existem "monstros gigantes" naquele universo... Ou será que não existem?

O filme impressiona e não deixa de decepcionar todos os públicos, seja por não chamar o espectador de idiota tentando explicar demasiadamente o que se passa, e ainda assim sem deixar de explicar os pontos-chave da trama com rimas visuais sutis que até mesmo o público mais ocasional será capaz de entender.

No entanto, o fim do filme ao meu ver poderia ser mais corajoso, mas não decepciona nem um pouco. Um dos melhores filmes do ano até o momento!

NOTA: 9,5 / 10.

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