Idosa confunde personagem de videogame com figura religiosa e faz oração em frente a uma Lan House


Estamos na China, um país com uma cultura milenar que perpassa muitas vezes pela religião. Mas no nosso tempo este país também é conhecido pelos campeões de campeonatos de videogame, por crimes envolvendo os tais games, e até mesmo de pessoas que abandonam crianças em prol dos jogos, ou que morrem em função do excesso de horas diante deles.

E eis que uma Lan House decide exibir uma estátua de um dos personagens de League of Legends, um dos games mais famosos do mundo, também muito conhecido por seus campeonatos. A senhora idosa se aproxima com suas oferendas, basicamente incenso, se ajoelha, faz suas preces, e parte.

Os religiosos poderiam pensar sobre a heresia contida na modernidade, ou até mesmo na subversão da própria palavra "ídolo" num mundo onde um Beatle ousou dizer ser mais famoso do que Jesus Cristo.

Os ateus poderiam fazer discussões filosóficas sobre a mudança dos arquétipos culturais e a perda da influência das religiões. Ou até mesmo discutir a importância psicossocial da transferência de valor das figuras religiosas para a fama, ou até mesmo para as "grandes marcas".

Poderíamos pensar também na subversão da funcionalidade das coisas. A estátua serve para orar porque alguém ora diante dela? Ou será que oramos diante dela porque esta é sua função "em si mesma"?

O fato é que, segura da execução de seu ritual esta senhora foi embora esperando colher os frutos de sua prece independente do possamos conjecturar.

E se Neil Gaiman estivesse descrevendo a realidade em seu livro "Deuses Americanos" poderíamos ainda pensar que, a cada dia, a "fé" e a adoração nas personalidades do mundo pop estariam criando novos Deuses...

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