A psicologia de House of Cards


Você já assistiu House of Cards? Na premiada série produzida pelo serviço de Streaming Online Netflix acompanhamos o protagonista Frank Underwood, um político sem escrúpulos cujo único objetivo é acumular poder.
  • Relaxe, nesse artigo não teremos Spoilers.

SERIA FRANK UM PORTADOR DE TRANSTORNO MENTAL?

Ao longo da série podemos constatar que o protagonista é um anti-herói, ou seja, ele é uma espécie de vilão que protagoniza a história. Frank em sua cruzada rumo ao poder não mede esforço e passa por cima de pessoas, por cima da moral, da ética e das leis para alcançar os seus objetivos.

O curioso é que isso é uma característica de pessoas com um transtorno de personalidade. Afinal de contas, nossa mente é programada pela sociedade para assimilar os conceitos de certo e errado pregados pela nossa cultura. E mais, somos punidos pela nossa própria mente com a culpa toda vez que pisamos fora da linha.

Mas os ditos psicopatas não têm essa consciência de um bem maior ou de moral, isso porque eles não possuem uma faculdade mental chamada "empatia". Isso significa que uma pessoa com um transtorno como esse tem uma grande dificuldade de reconhecer outra pessoa como seu semelhante. E isso pode ajudar a não ter escrúpulos!

O curioso é que algumas pesquisas mostram que muitos líderes tanto do setor privado quanto do público que possuem estas características.


SIMPATIA PELO PSICOPATA

Mas todo mundo, mesmo se sentindo culpado, continua torcendo para que Underwood alcance seus objetivos. Isso porque o psicanalista Sigmund Freud nos diz que nós que somos "normais" temos uma certa inveja dessas pessoas.

A vida seria muito mais fácil se nós fossemos frios o suficiente a ponto de não medir escrúpulos para alcançar nossos objetivos. Além disso, para Freud, todas as pessoas normais são "neuróticas" e isso significa que, no fundo, não sabemos exatamente o que a gente quer, o que não acontece com as pessoas com esse transtorno mental que, na psicanálise, são chamado de "perversos".

SISTEMA DE TENSÃO E RECOMPENSA

Além disso, na maioria das vezes o que determina se a série é boa ou ruim é a forma como ela maneja a tensão em sua história. Ou seja, coimo os escritores criam problemas para que o protagonista os resolva.

Quanto melhor for esse equilíbrio entre tensão e recompensa, ou seja, quanto maiores forem os riscos e dificuldades pelas quais o protagonista passa sempre em em equilíbrio com a forma como o mesmo resolve tais conflitos, mais a série fica interessante.

Isso porque nossa mente foi programada pela evolução a aprender a repetir comportamentos positivos. Aliás, esse sistema é muito utilizado por uma abordagem da psicologia conhecida como Psicologia Cognitivo Comportamental.

E com certeza os escritores do Netflix já ouviram falar dela.

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