O brasileiro deslumbrado


O brasileiro se organiza, faz contas, planeja e vai para o exterior.

E lá tudo funciona como as coisas deveriam ser.

O transporte público te leva onde você quer chegar, tornando ter um carro ou mesmo pagar uma viajem de taxi ou Uber apenas uma questão de luxo ou conforto.

As coisas acontecem na hora que devem acontecer, e tudo é organizado. Nos restaurantes tem até alguém pra te levar a mesa e te orientar da melhor forma possível para que o serviço seja o melhor e mais ágil possível. Não, os funcionários do primeiro mundo não são mal educados. É que, para servir bem muitas vezes eles precisam que o cliente seja atendido e logo dê lugar para que outra pessoa também tenha acesso ao serviço sem que haja filas, sem que haja espera, sem que haja transtorno.

Na cidade onde tudo é feito de luz o dinheiro espreita a sombra, e todos estão correndo.

Não, eles não vão parar para te dar informação. A máquina não pode parar por conta de uma peça em mal funcionamento. Tudo tem que fluir. E se você não se encaixa, tome jeito, ou será excluído do sistema. Por que aqui cada hora de trabalho vale dinheiro, cada minuto de serviço precisa ser lucrativo.

Não, não é só questão de enrolar para esperar o fim do expediente. Por que no primeiro mundo, se você não rende, você não ganha. Não há malandrismos você não precisa ser "espertinho" pra se dar bem. É só fazer o seu trabalho bem.

E o Brasileiro vai pro primeiro mundo e fica rico, pelo menos em comparação com os outros brasileiros que "se dizem classe média". No primeiro mundo o "mínimo" não é apenas "o mínimo para sobreviver", mas sim "o mínimo para se viver dignamente".

O brasileiro vai pro primeiro mundo e fica rico não porque no país onde nasceu ele era preguiçoso.

Ou porque no Brasil ele não trabalhava tanto quanto trabalhou na gringa.

Não é porque lá ele recebe em dólar.

É porque, no primeiro mundo, você recebe o que você produz. E quem não vai querer produzir se é recompensado por isso?

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