Já dá pra viver de vender ebooks no Brasil?


Tenho que confessar, eu adoro tirar onda no Facebook quando vejo que um dos meus livros está entre os mais vendidos de sua categoria. Porém, como muita gente sabe, principalmente quem já leu meu artigo "Entendendo o Raking da Amazon", o mercado de eBooks no Brasil ainda não é tão expressivo quanto o americano.

Os 5 dos ebooks da minha antologia ANCORNER estão entre os mais vendidos de sua categoria.

No entanto eu frequento vários grupos de escritores no facebook e por conta disso acabo tendo acesso a vários blogs literários. E o assunto "dá pra viver de ebooks?" é muito frequente. Mas eu tenho visto muitos artigos que são inconclusivos. Portanto decidi escrever o meu.

OS NÚMEROS:

Números de vendas são sempre um assunto polêmico no mercado editoral. Enquanto que divulgar números reais que pareçam baixos é contra-produtivo, porque todos sabemos que as pessoas gostam de histórias de sucesso, e quem divulga números ruins acaba por perder mais vendas, de minha parte, eu acho feio mentir para conseguir algo "um pouco melhor".

Afinal de contas, mentir números não vai te fazer um sucesso editoral da noite pro dia. Pelo menos não no mercado de eBooks que é o que eu conheço.

Esses são os números de um autor americano que encontrei no fórum da Amazon. Veja a história completa aqui.

Mas, de minha parte, eu posso dizer que o que ganho da amazon dá pra pagar um lanche fast-food no fim do mês.

A AMAZON BRASILEIRA

Bom, eu estou na Amazon desde 2011 quando ainda não havia a loja brasileira que este ano começou a vender também livros físicos. Na Amazon americana você também tem um sistema de livros impressos por demanda, um serviço muito parecido com o que faz o Clube de Autores aqui no Brasil, porém com os benefícios de ter o ebook e o livro físico na mesma loja.

O Brasil é um pouco resistente aos eBooks. Muita gente ainda não compra nem produtos físicos pela internet, mas com o sucesso de casos como do Steam e do Netflix pode ser que a resistência aos livros digitais caia. 

A Amazon do Brasil dando as caras na Bienal do Rio deste ano.

DÁ OU NÃO DÁ PRA VIVER DE VENDER EBOOKS?

Por "viver" eu penso que se trata de pagar aluguel, e outras despesas como água, luz, internet, alimentação e lazer ou seja, o básico que um adulto precisa pra viver de forma descente. E a resposta é "não".

Mas este "não" felizmente não é definitivo, afinal de contas o mercado tem se expandido bastante, apesar da resistência de algumas editoras convencionais grandes que vêem o mercado digital como uma ameaça.

Porém eu não acredito que o mercado convencional de livros venha a ser extinto, ele pode diminuir, mas nunca se extinguir. Ainda mais aqui no Brasil onde o livro é um artigo muitas vezes de "luxo" que faz parte da decoração de muita gente.

SAIBA MAIS

Você é escritor? Quer mais algumas dicas sobre publicação de livros? Leia o meu ebook 5 Dicas Para Publicar Seu livro. Você é leitor? Lê ebooks? Deixa a sua opinião aí. Curta minha fanpage no facebook e vamos trocar uma ideia.

Discorda ou concorda? Quer me falar por quê? Deixa um comentário! 

Comentários

  1. Ganhei um e-reader de presente de Dia das Crianças esse mês (eu sou uma criança de 24 anos, hehehe). Foi um dos melhores presentes que eu já ganhei e é por causa disso que estou recuperando o hábito da leitura.
    E também ele, por causa dos ebooks e auto-publicação, estou reanimando o meu desejo de escrever.

    O mais difícil para os ebooks se estabelecerem era a forma de ler, já que a tela do computador não é amigável. Leitores eletrônicos com e-ink, agora na faixa dos R$300,00, certamente mudarão logo o cenário, e mais ainda quando os autores didáticos começarem a explorar esse mercado. Na escola, um obstáculo sempre difícil de contornar é o preço dos títulos que os pais têm que comprar e o peso dos livros que as crianças têm que levar. Tablets eram mais um novo obstáculo do que uma ferramenta por causa do excesso de funções (e também da tela brilhante).

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