Diário de bordo: escrevendo illuminatus 4


Como um autor de contos e novelas, escrever um romance à princípio me pareceu um passo maior do que as minhas pernas literárias. No entanto, a diversão que é escrever uma história complexa com vários personagens tem se mostrado um delicioso desafio.

Não preciso dizer que sou um entusiasta do movimento Storyteller, aliás, tem muita gente que é sem nem mesmo saber. Qualquer um que procura o caminho certo para escrever uma história, ou seja, a busca por um estudo, por uma técnica de narrativa, acaba esbarrando em autores como Robert Mackee, ou Syd Field e conhecendo as estruturas básicas de uma história acaba sim por se tornar um Storyteller e continuar sempre na busca por mais conhecimento na área.

Eu devo acrescentar ainda que meu conhecimento em psicologia e minha vivência de trabalho me faz cruzar dezenas de personagens todos os dias que estimulam, sem dúvida, a criatividade do escritor na hora de elaborar uma história.

Mas apesar do "plot board" que você vê ali em cima, a técnica que eu emprego na hora de escrever é basicamente "inconsciente". Já que, eu coloco em segundo plano as regras do jogo na hora de escrever. Não, eu não consulto manuais ou faço tabelas enquanto escrevo. Eu procuro tudo isso apenas antes de escrever.

Criar uma obra de ficção é como uma viagem. Semanas antes a gente olha mapas, define roteiros e imagina os caminhos por onde queremos passar. No entanto, é impossível programar cada detalhe de uma viagem, principalmente os deliciosos ou fatídicos imprevistos. 

A música também tem sido uma grande aliada na hora de escrever. Como você pode ver, no capítulo 4 de ILLUMINATUS que irá se chamar "A Caixa" temos músicas de Raul Seixas e de uma banda de rock famosa dos anos 90 que não vou citar aqui pra não dar Spoiler. A música me ajuda muito a entrar no clima da cena ou daquele capítulo para escrever.

Enfim, vamos que vamos nessa jornada rumo à Nova Ordem Mundial!

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