Ensaio sobre o ceticismo.

Não existe o cético completo, o cético que não acabe por cair na falácia da hipocrisia.

O cético é cético a partir de um norte, daí então ele desconsidera tudo que não se encaixe dentro daquela verdade que ele elegeu por inabalável, ou absoluta.

Mesmo que esta Verdade seja mutável.

O cético verdadeiro seria um paranóico. Ele duvida da própria sombra.

Duvida de seus pensamentos.

Duvida do seu próprio ceticismo.

Então seria o religioso o cético “não-paranóico”? Pois tudo aquilo que se difere de sua Verdade com “V” maiúsculo é pois dígno de crítica ou repulsa. Assim como o ateu que forma na sua “crença na não existência” um dogma, estaria o cético não-paranóico praticando uma religiosidade latente?

Duvido muito.

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