Por que Sarlack Deveria Ser Publicado

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Ah, escrevi um livro. Grande coisa D: . Por quê esse livro deveria sair daquela sua gaveta obscura ou daquela pasta escondida no seu computador? Sarlack o Grande Dragão Verde foi o primeiro livro que terminei. E estou aqui pra dar alguns motivos de porquê ele deveria ser publicado. Tá a fim de ser convencido? Lê aí.



Eu lembro que quando estava no primeiro ano do ensino médio um professor de filosofia me instigou a ler Dostoievsky. Este romancista é famoso por escrever obras profundas, reflexivas e, dizem alguns, altamente depressivas. Eu acredito que todo mundo devesse ler um livro dele alguma vez na vida. Eu ainda não li, e acredito que esse não é o tipo de literatura que dá água na boca num garoto de quinze anos.


Nada contra a aula de filosofia do meu careca e barbudo professor. Ele nos estigava a pensar, e isso é necessário ainda mais com a juventude de hoje regada por uma quantidade absurda de informação da qual 90% não serve pra nada. Mas, sobretudo, um jovem não vai começar lendo Dostoievsky, Machado de Assis, Mario de Andrade, ou poemas dadaístas. Muitos teóricos concordam que obriga-lo a fazer isso até desestimula a leitura.


Quem me ensinou a ler não foi a escola, mas sim meus pais que sempre incentivaram. Eu lembro que o primeiro livro que terminei (depois da Enciclopédia ilustrada, que não conta) foi uma biografia super mastigada de Alexandre o Grande, e depois disso, li muitas coisas dentre elas os quatro primeiros livros da saga Harry Potter, que eu não gosto como um todo, mas é necessário admitir que ao menos os três primeiros livros são ótimos romances de fantasia para o público infanto-juvenil. Depois disso li O Hobbit e o Senhor dos Anéis e comecei a jogar RPG.


Eu não me lembro muito de Harry Potter, nunca mais tive contato. Mas eu me lembro da sensação de ler. Era uma imersão num mundo de fantasia que era completamente tangível na minha imaginação. Eu me recordo da mesma sensação quando comecei a mestrar 3D&T para os meus amigos aqui em casa. Mergulhar nesse mundo era deixar tudo para trás. Era como voltar a ser criança. Não é atoa que criei fortes laços de amizade com as pessoas do meu grupo e me recordo com nostalgia do tempo em que a gente se sentava na varanda pra viajar para aquele mundo onde tudo era possível.


Esta sensação saudosista de pegar um livro para ler foi que me deu força para enfrentar os Freuds e Kants da vida que precisei encarar para concluir minha faculdade de filosofia. E hoje, enquanto escrevo isso tenho uma generosa escrivaninha devidamente organizada com talvez um par de dezenas de livros que já li e pelos quais tenho muito carinho.


Esta sensação mágica foi que me guiou quando decidi ceder ao pedido dos meus amigos de transcrever as aventuras da nossa modesta mesa de RPG num livro para eternizar tudo aquilo que passamos juntos. Nossa mesa não tinha advogados de regras, afinal jogávamos 3D&T, nem mesmo jogadores pseudo-profissionais que são capazes de estragar uma aventura para manter a interpretação. Tínhamos apenas o compromisso de nos divertir. E por isso nossas aventuras foram tão marcantes.


Essa sensação de mergulho no mundo de fantasia é uma coisa que ainda tenho comigo, mas ela foi a força motriz por trás desse livro, pois meu maior desejo era transmitir essa sensação gostosa pra qualquer um que tivesse contato com o livro, e pra isso eu senti necessidade de publica-lo. Não foram muitas pessoas que o leram, mas todas elas alegaram entender o que é essa sensação que descrevo. É a sensação que somente os livros de fantasia que beiram a ingenuidade conseguem passar, e que somente as pessoas que viveram momentos semelhantes tem a capacidade de sentir.


E carecemos, sim, de fantasia e ingenuidade na literatura brasileira, sobretudo ao alcance dessa garotada de 10, 11, 12, 13, 14 e por aí vai. E porque não carregar essa sensação pela vida adulta? Ser “gente grande” é muito difícil, e é muito chato. Eu também pensei nas pessoas de 30, 40, e por aí vai quando escrevi este livro, pois todo mundo precisa de fantasia na sua vida! Eu escrevi esse livro com uma linguagem que qualquer alfabetizado ou erudito pode compreender. Ele não é tão raso quanto um conto de fadas, nem tão abissal quanto um Dostoievsky. Ele tem a profundidade que que precisa pra se ler, relaxar, quem sabe dar umas risadas, ficar um pouco feliz e esquecer por bons momentos da vida real.


Enfim, é isso. Se você entendeu o que quis dizer também vai torcer pra que um dia esse livro seja publicado. Por enquanto ele está disponível na no site Bookes, clique aqui para conferir. Mas eu queria colocar ele a venda numa livraria perto de você por um precinho bem camarada, mas pra isso você tem que torcer comigo pra que alguma das editoras que receberam uma cópia se interesse.


OBS:. Quem quiser saber mais sobre meus livros dá uma passada na minha página no site/ Editora Bookess é só clicar aqui.

Comentários

  1. [...] pouco tempo que escrevi aqui um artigo sobre Por Que Sarlack o Grande Dragão verde deveria ser publicado por uma grande editora. Depois escrevi outro artigo falando por que você deveria publicar seus livros, e algumas coisas [...]

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